Guia de Compra de Automóvel Usado

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Escolher um carro usado é uma tarefa que demanda tempo, paciência, atenção e conhecimento. Como existem ofertas em demasia , o risco de escolher por algo que só aparenta qualidade, é muito grande. Tenha em mente o que precisa de fato em um veículo e faça disso o norte de sua pesquisa. Aproveite a grande oferta para fazer a melhor escolha para você e não deixe se convencer, pois está escolhendo um bem de uso próprio.


Imagem:Veiculo usado1.jpg
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Conteúdo

Guia de Compra

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Como fazer uma boa compra de um veículo usado?

Para fazer uma compra confiável de um veículo usado seria necessário que o consumidor levasse à loja um mecânico de sua confiança que pudesse analisar tecnicamente o veículo, mas como isso não é possível para todos, segue uma lista com os principais itens a serem verificados no ato da pesquisa. Vale lembrar que se algum destes itens apresentar avaria ou sinal de indiferença, exite em fechar a negociação.

Abrindo o Capô

  • abertura da tampa
  • sinais de ferrugem na parte interna
  • número do chassi
  • correia dentada
  • bicos injetores

Detalhes do Interior

  • estepe
  • macaco
  • triângulo de sinalização
  • extintor de incêndio (dentro do prazo de validade)

Embaixo do carro

  • rodas
  • vestígios de vazamento (óleo do motor e suspensão)

Aspectos Internos

  • cinto de segurança
  • freio de mão
  • câmbio
  • iluminação interna
  • alavancas (acionadores de limpador de pára-brisa e setas)

Aspectos Externos

  • portas
  • espelhos retrovisores laterais
  • faróis, pisca, luz de freio, ré e da placa
  • pintura
  • tampa do porta-malas
  • maçanetas
  • chave e fechadura
  • vidros e borrachas de vedação
  • sinais de ferrugem

É importante verificar o veículo durante o dia aproveitando a luz. Tenha calma e não deixe que as argumentações do vendedor te convencerem. Leve o tempo que achar necessário para fazer a verificação do veículo e nunca feche negócio antes de fazer o test-drive.

Posso fazer um Test-Drive em um veículo usado?

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Deve! Sempre que estiver pesquisando um veículo usado não exite em fazer um test-drive. O test-drive será a sua primeira experiência de fato com o veículo. Fique atento quanto ao seu conforto, dirigibilidade e ruídos que o veículo faz. Prefira fazer o teste com os vidros fechados e com o rádio desligado para ficar sensível aos possíveis ruídos. Cheque a compressão do motor, reduzindo a velocidade bruscamente ou descendo uma ladeira em segunda marcha, freie normalmente o carro, se houver ruído metálico, as pastilhas estão gastas. Ao engatar todas as marchas, fique alerta a ruídos. Verifique se as rodas estão balanceadas e alinhadas. Caso não estejam, haverá trepidação na direção ou o carro penderá para um dos lados.

Como pesquisar o melhor preço?

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Antes de decidir a compra é necessário fazer uma pesquisa e ter como base o valor médio do veículo de interesse. Uma forma de ter acesso a esse preço é consultando índices de preços como a tabela Fipe. A tabela FIPE é um índice de preço médio feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, que considera a variação de preços por região, cor, tipo de pintura, acessórios e opcionais , sendo desconsiderados, para efeito de cálculo, aqueles veículos excessivamente distantes da média. Os cálculos são feitos por região (integrando 24 estados), pois serve de base para o cálculo do IPVA. O consumidor poderá utilizar a tabela como parâmetro para a compra e venda de veículos. A medição, é feita mensalmente e a tabela é publicada na integra as segundas-feiras no Jornal Valor Econômico. O consumidor pode consultar o preço médio do veículo de interesse pelo site da FIPE Além da Tabela Fipe o consumidor pode consultar os cadernos especializados em carros dos jornais, que saem, geralmente uma vez durante a semana e também trazem a relação dos preços médios dos veículos.

Qual é a documentação necessária para a verificação de procedência do veículo?

É essencial antes do fechamento da compra de um veículo usado verificar a documentação para obter o histórico que aponte pendências de multas e obrigações legais, além de furto, roubo e restrições judiciais. Esta consulta também pode ser feita através do site do Detran com o número do RENAVAM. Toda a documentação do veículo deve estar em ordem e exija os documentos originais, não aceite cópias. Os documentos essenciais a serem exigidos por você na hora de fechar o contrato são:

  • Comprovante de pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores IPVA e do seguro obrigatório (DPVAT);
  • Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos;
  • Certificado de transferência, datado, preenchido e com firma reconhecida (recibo/contrato de venda).

Compare as informações sobre cor, ano, modelo e placa descritas na documentação, com as do manual do proprietário e com a da plaqueta de identificação que fica no compartimento do motor.

O que devo saber antes de fechar uma compra?

A grande maioria das lojas revendedoras de veículos oferecem uma garantia de três meses aplicada a câmbio e motor, que não é obrigatória, mas o Código de Defesa do Consumidor diz que a garantia de três meses é um direito legal do consumidor para qualquer problema que venha aparecer no veículo nesse período. Vale lembrar que a garantia é válida mediante a nota fiscal e só não abrange os problemas discriminados na nota fiscal.

Por isso é importante ficar atento é a expressão “Venda no Estado” que pode ser vir descrita na nota fiscal ou no recibo de venda do veículo. Isso significará que o veículo não está em perfeitas condições. Exija que o vendedor discrimine o estado do veículo e eventuais problemas na nota fiscal.

No caso de negociações particulares o consumidor terá que recorrer a justiça comum sem contar com o amparo do Código de Defesa do Consumidor. Os direitos do comprador são previstos pelo Código Civil

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Como saber se o veículo já foi batido ou sofreu algum tipo de reparo?

Para facilitar a análise de um veículo usado opte por uma luz favorável, por isso, procure examinar o veículo a luz do dia e em um local aberto. Seguem algumas dicas para verificação do estado do veículo:

  • Para saber se a pintura está reluzente é só olhar sob o sol, reparando se não há diferenças de tonalidade, se está áspera ou opaca. Verifique se o veículo foi pintado recentemente buscando respingos nos frisos e borrachas. Carros encerados podem esconder defeitos na pintura.
  • Encoste seu rosto na lateral da lataria para tentar observar ondulações ou pequenos amassados. Se houver diferença nas quinas do capô, é provável que o veículo já tenha sido batido.
  • Tente ouvir o barulho da lataria, em diferentes pontos, dando pequenas pancadas. Sons diferentes indicam a reposição por massa plástica.
  • Outro teste eficaz é com um imã embrulhado à uma flanela. Passe o embrulho por toda extensão do veículo, caso ele desprenda da lataria, em algum ponto, indica a cobertura de massa plástica.
  • Bolhas na pintura é sinal de ferrugem. Locais mais propícios a ferrugem são: junto às borrachas, debaixo das portas, embaixo do pára-lamas, nas arestas inferiores da carroceria, junto às canaletas e nas bordas das tampas do capô do motor e do bagageiro.


O que tenho que saber antes de contratar uma seguradora?

É necessário saber se o corretor e a seguradora possuem registro na SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). Para isso basta entrar em contato no telefone 0800-218484. A SUSEP é o orgão responsável pelo controle e fiscalização do mercado de seguros. Se o negócio for feito com um corretor independente, procure anotar o nome completo do contato, CPF e Registro no SUSEP para fazer uma consulta na – FENACOR - Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados (http://www.fenacor.com.br/), se o corretor recusar informar os documentos, não feche o negócio. É interessante fazer uma consulta ao cadastro de reclamações fundamentadas do PROCON no telefone 151, que abrange todo o território nacional. Além de ler com atenção o contrato antes de assiná-lo. Anote todos os pontos de difícil compreensão e procure um posto do PROCON ou um advogado que possa auxiliá-lo na compreensão, se necessário. É muito importante avaliar mais de uma empresa e optar pela que mais atende suas necessidades.

O que saber sobre Franquia?

Franquia é o valor pago pelo segurado no caso de danos parciais, ou seja, é o valor que deve ser pago pelo segurado quando os prejuízos do veículo forem inferiores a 75% do seu valor médio. A franquia só deve ser cobrada quando o veículo do segurado e, em alguns casos, veículos de terceiros tiverem que ser consertados. No caso de perda total, roubo e furto o segurado fica isento do pagamento da franquia.

O valor da franquia é definido com base no valor do veículo, tendo o segurado total autonomia para alterar o valor proposto pela seguradora. Quanto maior o valor da franquia, menor o valor do seguro e assim sucessivamente.

E Prêmio?

É o preço do seguro. O valor que o segurado deve pagar pelo serviço. Ele é calculado com base no perfil do segurado, prazo do seguro, no valor segurado e na exposição do veículo a risco.

Quais são as Modalidades de Seguro?

Desde de 2000 as seguradoras são obrigadas a oferecer entre duas modalidades da cláusula indenizatória de perda total do automóvel. São elas: Valor Determinado ou Valor de Mercado Referenciado.

Valor Determinado

É quando o valor a ser pago, no caso de perda total, é o combinado na assinatura do contrato, não havendo variação ou qualquer tipo de consulta. Essa modalidade, geralmente, é mais cara, porém o segurado receberá a quantia equivalente a da compra do veículo.

Valor de Mercado

É a garantia do pagamento do veículo com base no valor médio de mercado. Ou seja, no caso de perda total, furto, roubo do veículo a seguradora consultará tabelas de preço de publicações especializadas, exemplo FIPE, para verificar o valor médio do carro, respeitando a data do incidente. Essa é a modalidade mais popular por causa do seu valor reduzido. As seguradoras mantêm uma taxa específica para cada categoria de automóvel, que incide sobre o seu valor e varia conforme e região.


O que é o IPVA?

Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores - IPVA - é um imposto estadual obrigatório cuja alíquota varia a cada estado, de 1% a 6% do valor total do automotor. Anual, o IPVA é cobrado de proprietários de automóveis, motocicletas, aeronave e embarcações. Sua receita é dividida entre o Estado (50%) e o Município (50%) onde o veículo é registrado, e destina-se, segundo a Secretaria da Fazenda, ao financiamento de serviços básicos de que a população necessita, tais como: saúde, educação, segurança, transporte etc.

O Estado divide o pagamento do imposto em até três vezes, com a opção de 3,0% de desconto para o pagamento a vista. Após o vencimento da primeira parcela ou da cota única com desconto, o contribuinte não poderá parcelar ou efetuar o pagamento com desconto. Caso o contribuinte atrase o pagamento das demais parcelas ou da cota única sem desconto, estará sujeito à multa de 20% e juros de mora calculados pela variação da taxa selic.

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Quem está isento do IPVA?

O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores é obrigatório, porém segue abaixo a relação dos isentos deste encargo, são eles:

  • proprietários de veículos terrestres com mais de 20 anos de fabricação;
  • taxistas autônomos (táxis pertencentes a frotas pagam o imposto);
  • veículos de sindicatos de trabalhadores, consulados, entidades assistenciais e igrejas;
  • veículos adaptados especialmente para deficientes físicos;
  • veículos utilizados para o transporte urbano e máquinas agrícolas;
  • aeronaves e embarcações fabricadas a mais de 30 anos.

Sou obrigado a pagar o seguro obrigatório? Qual é a utilidade?

O Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por veículos automotores em Vias Terrestres - DPVAT - é obrigatório, por determinação da Lei 6.194/74 de 1974. O seguro tem como objetivo garantir às vítimas de acidentes causados por veículos, ou por suas cargas, indenizações em caso de invalidez permanente ou morte, e o reembolso de despesas médicas. As indenizações do DPVAT são pagas independentemente de apuração de culpa.

O não pagamento deste seguro não resulta em multas ou encargos, porém ele está diretamente ligado ao licenciamento do veículo. Um veículo sem DPVAT é um veículo sem licenciamento.

Qual é o objetivo do licenciamento?

O objetivo do Licenciamento é atestar, anualmente, se o veículo está de acordo com as obrigações referente ao seu uso, como, condições de segurança e conformidade quanto às normas de emissão de poluentes e ruído. Para a emissão CRLV – Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo – o veículo tem que estar em dia com seus débitos referente a multas, IPVA e Seguro Obrigatório.

Sou obrigado a carregar comigo o CRLV?

O CRLV é o comprovante legal do licenciamento do veículo. É um documento de porte obrigatório, conforme a Resolução nº 13/98 do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN. O não porte deste documento implica em uma multa no valor de R$ 53,20 e três pontos na carteira. (Infração leve). Já a falta de licenciamento do veículo resulta em apreensão do veículo, multa no valor de R$ 191,54 e sete pontos na carteira (Infração gravíssima).

Dicas

  • Prefira marcar visitas de conhecimento do veículo em horários diurnos e locais públicos. Haverá mais luminosidade para averiguar eventuais problemas, e será mais seguro.
  • Desconfie das ofertas de pessoas que dizem ser funcionárias ou intermediárias de fabricantes. As fábricas não autorizam, em nenhuma circunstância, seus funcionários a comercializarem seus veículos.
  • Verifique se há na nota fiscal ou recibo de compra do seu carro a expressão "venda no estado"; ela significa que o veículo não está em perfeitas condições. Solicite ao fornecedor que especifique todos os problemas apresentados. Nessas condições, o consumidor assume o estado de conservação em que o veículo se encontra. Portanto, exija que sejam relacionados na nota todos os defeitos de mecânica e funilaria e não deixe de consultar o Detran de sua cidade.
  • Certifique-se de que estejam em ordem os equipamentos de segurança obrigatórios do veículo, como extintor de incêndio, macaco, triângulo de sinalização, chave de roda, cinto de segurança e estepe.
  • Atente a modificações no motor, lataria ou equipamentos do carro, pois precisam estar devidamente homologadas pelo Detran. No documento do veículo deve constar o seguinte: alteração da cor original, as modificações na suspensão, a colocação de mais um par de faróis auxiliares, de pneus de tala larga e o uso de películas escuras nos vidros, caso essas modificações tenham sido feitas.
  • Não forneça dados importantes em computadores públicos. Em ambientes seguros, o ícone do cadeado deve ser exibido na parte inferior na tela.
  • Troque o óleo e coloque o especificado no manual. Caso apareça algum vazamento, corra atrás da garantia de 3 meses que a revenda (agência) o oferecer.

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